
Derrame Pleural

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Derrame Pleural
O derrame pleural, popularmente conhecido como "água no pulmão", caracteriza-se pelo acúmulo excessivo de líquido no espaço pleural — uma cavidade estreita entre as duas membranas (pleuras) que revestem os pulmões e a parede interna do tórax. Em condições normais, existe apenas uma pequena quantidade de líquido lubrificante nesse espaço para permitir o deslizamento suave dos pulmões durante a respiração. Quando esse equilíbrio entre a produção e a absorção é rompido, o líquido se acumula, comprimindo o pulmão e dificultando a respiração.
Os principais sintomas relatados pelos pacientes incluem a dispneia (falta de ar), que piora com o esforço físico, e a dor torácica. O diagnóstico inicial é realizado por meio do exame físico (ausculta pulmonar) e confirmado por exames de imagem, como radiografia, ultrassonografia ou tomografia de tórax.
O tratamento do derrame pleural foca em duas frentes: o alívio dos sintomas e a resolução da causa base. As principais intervenções incluem:
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Toracocentese: Um procedimento minimamente invasivo onde uma agulha é inserida no espaço pleural para drenar o líquido. Serve tanto para aliviar a falta de ar quanto para coletar amostras para análise laboratorial.
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Drenagem de Tórax: Em casos de grandes volumes ou infecções (como o empiema), insere-se um dreno permitir a saída do líquido e a reexpansão do pulmão.
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Pleurodese: Indicada principalmente em derrames por câncer recorrentes, consiste na aplicação de substâncias químicas no espaço pleural para causar uma inflamação controlada, fazendo com que as pleuras "grudem" e impeçam novo acúmulo de líquido.
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Videotoracoscopia (VATS): Cirurgia minimamente invasiva utilizada para limpar o espaço pleural em casos de infecções graves ou para realizar biópsias da pleura quando a causa do derrame é desconhecida.
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